O final e início do ano são sempre épocas em que muitos sócios se dedicam a pensar no futuro de seus escritórios. É comum, nesses períodos, nós da Oliveira Campos Consultoria recebermos contatos desses profissionais querendo ajuda para realizar o planejamento estratégico da banca. Já realizamos esse trabalho certamente mais de 50 vezes, destas, pelos menos umas 20 em escritórios de advocacia.
Essa é uma medida acertada. Afinal, existe uma frase que eu gosto muito que diz: se você não criar o futuro que deseja, vai ter que se contentar com o futuro que merece. Em outras palavras, se você não planejar, não fizer boas escolhas e não elaborar projetos que levem seu escritório a um desempenho superior, é pouco provável que conseguirá resultados melhores do que tem hoje. Na verdade, o mais provável é que você tenha mais dificuldades para atuar no próximo ano: o cenário econômico não está nada favorável e promete ser muito desafiador em 2025.
Mas já que você está preocupado com seu escritório nos próximos anos, eu quero dar algumas dicas de como você fazer esse trabalho em sua banca. Vamos lá.
Primeiramente, eu você precisa saber uma coisa: planejamento não é acertamento. Ninguém precisa ter bola de cristal para adivinhar o futuro e fazer as escolhas certas. Mas é extremamente importante você estudar muito o que está acontecendo no mercado, procurar profissionais experientes para te ajudar na leitura e interpretação dos cenários. Isso porque depois de muitos anos atuando em nosso próprio negócio, nós acabamos ficando com o olhar enviesado. Nós perdemos o senso crítico e ficamos com dificuldade de compreender as mudanças.
Quando fazemos o planejamento estratégico com nossos clientes, nós levamos informações novas a eles, nós os ajudamos a arejar suas percepções, como costumo dizer. Isso facilita na construção de alternativas para os problemas que o escritório enfrentará.
Um segundo ponto que muitos escritórios nos questionam é sobre quem deve participar do grupo de planejamento. Aqui, eu costumo dar alguns parâmetros. Devem participar aquelas pessoas que têm informações a contribuir nas discussões e que terão papel decisivo na implantação das decisões tomadas. Não é bom formular um planejamento apenas com um ou dois sócios de capital, pois as discussões ficam muito limitadas. Por outro lado, querer envolver inúmeros coordenadores ou advogados, além de parar o escritório, alonga demais as discussões ou as tornam superficiais.
Uma prática que nós costumamos adotar é fazer uma pesquisa prévia com todos os profissionais do escritório sobre suas percepções acerca do presente e do futuro da banca. Isso ajuda muito na identificação de pontos fracos e fortes da empresa, além de criar um clima de participação entre todos.
Um terceiro ponto que quero enfatizar para que seu planejamento estratégico seja um sucesso é que o grupo de formulação deverá ter coragem de fazer escolhas. Eu digo isso porque, em um planejamento, tão importante quanto estabelecer os caminhos a seguir e o que será feito, é deixar muito claro o que não será feito. Qual cliente está fora do foco e não será mais atendido? Qual área será descontinuada? Qual projeto não será realizado? Essas definições são críticas. Afinal, nenhum escritório tem recursos (de tempo, de dinheiro, de pessoal) para fazer tudo. Ser certeiro no que deve ser cortado do plano vai fazer seu escritório se concentrar naquilo que realmente importa e, portanto, vai aumentar muito as chances de sucesso futuro.
Por falar em projetos, esse é outro ponto de dificuldades nos escritórios. Raros sabem defini-los de modo apropriado. Às vezes criam-se projetos demais, outras vezes, de menos. Em alguns casos os projetos que deveriam ser estratégicos mais se parecem com tarefas que em um ou dois meses serão finalizadas. Outros, ainda, parecem apenas uma intenção de algo a ser feito, uma vez que neles não há definição de responsáveis pela implantação ou os recursos necessários para colocá-los em prática.
Poderíamos discorrer mais sobre a formulação dos projetos estratégicos. Como isso não é possível, eu diria que se seus projetos tiverem definidos claramente os resultados que você pretende alcançar com eles, as etapas e os recursos necessários para a execução e um responsável para colocá-lo em prática, as chances de que eles saiam do papel já são bem razoáveis.
Por fim, e já que falamos de implantação, vamos lembrar a máxima do futebol: treino é treino, jogo é jogo! Não é fácil formular um planejamento estratégico adequado ao seu escritório, mas implantá-lo é ainda mais complicado. Exige um maestro que orquestre todas as pessoas envolvidas para que façam as coisas acontecerem. Estabelecer um comitê gestor que acompanhe e cobre a execução dos trabalhos periodicamente é fundamental. É preciso avaliar os resultados de tempos em tempos, corrigir rumos quando algo sair dos trilhos, apoiar as pessoas que não estão conseguindo conciliar a execução dos planos estratégicos com a gestão da rotina diária, e por aí vai.
Pareceu difícil formular o planejamento estratégico de seu escritório? Pode até ser, principalmente nas primeiras vezes que você o fizer. Mas, asseguro: os ganhos que você terá com esse trabalho são muito maiores do que o tempo e sua dedicação para realizá-los. Quando a empresa define prioridades, todos trabalham melhor e com muito mais produtividade. Quando se reflete antes de agir, evitam-se retrabalhos inúteis e mudanças diárias que deixam as pessoas perdidas.
Planejar estrategicamente é parar, refletir e agir com consciência. É criar projetos com objetivos definidos, recursos bem planejados e responsabilidades claras.
A Oliveira Campos Consultoria oferece expertise em gestão estratégica para ajudar escritórios como o seu a sair do improviso e desenvolver um planejamento claro com estratégias que geram resultados.
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Aguardo você!
Diretor da Oliveira Campos Consultoria